O meu quase anti-americanismo leva-me por vezes a passar ao lado de algumas coisas. Não sei se são boas ou más porque simplesmente não conheço. Penso agora neste facto porque me sinto maravilhado com o que me parece ser uma preciosidade que será lançada, em princípio, lá para Junho deste ano. (Thank Man for the net!). Preciosidade que parece estar trancada numa arca há muito escondida do olhar e toque humano.Fleet Foxes é um quinteto formado na mítica cidade de Seattle tendo recentemente assinado pela não menos mítica editora Sub-Pop muito ligado ao movimento grunge nos anos primeiros da década de 90. Quem investigar a sua página no MySpace depara-se com uma frase curiosa: "not much of a rock band." Ironia talvez? Vai de encontro aos meus pensamentos. Basta ouvir com atenção o que se faz do outro lado do oceano. É possível dizer que Fleet Foxes é rock? Mas se recordarmos Fleetwood Mac ou Jethro Tull apercebemo-nos dessa raiz comum a todos os estilos. Mas claro, não é a principal influência. Cruzando baroque-pop, folk e até mesmo absorvendo influências de celtic music cria-se uma sonoridade ambiental muito rústica e rural capaz de inundar de fantasia os nossos pensamentos e cada nova audição é acompanhada de novos adereços imaginários desde comboios que rasgam vastas planícies a ecos que se ouvem dentro das muralhas de castelos medievais. Ouvir Ragged Wood destes Fleet Foxes chega quase a ser uma experiência tanto auditiva como visual.
Um trabalho simplesmente fantástico e que aguardo com grande expectativa.




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