O início do fim.
Sinto ser de um egoísmo profundo desejar que esse ciclo perdurasse pela minha existência. Sentir por perto a tua existência. A tua alegria. Minha doce princesa. Minha doce Ariana. Tu foste o mais doce despertar da mente. Tu és o que nunca teria desejado sem nunca ter cruzado a minha vida com a tua. A tua demente alegria contagiante perfurou o meu ser de forma voraz e como eu queria ser completamente devorado. A minha fantasia genética nunca foi para além de um ser meu semelhante. E como está errado pelo puro egoísmo. Era-lhe imediatamente privado o direito à felicidade ou, no seu estado mais minimalista, uma luta brutal para alcançar esse estado imaculado de viver feliz. Mas tu já detinhas esse poder. E é tão bom de se ver. E principalmente de se sentir.
Ainda me recordo do primeiro dia que te conheci. Foi uma decisão tomada, mas não controlada. Apenas as circunstâncias diárias levaram a essa encruzilhada e foi decidido o caminho a tomar. E tu, na tua leveza de ser, também aceitaste. Aceitaste como uma oportunidade para viver. Querendo conhecer e dando-te a conhecer.
Recordo-me do dia em que nunca cheguei a despedir-me. Apenas saí da tua vida...
Não sei se por não querer ver-te chorar, se por ter medo de não chorares. Parte de mim quer ou queria, ou seja que terminologia gramática seja adequada a um sentimento que ainda perdura, ter um impacto em ti. Talvez por querer saber que reconhecias o sentimento que nutria por ti. Talvez o chavão "fizeste o melhor que podias" fosse apropriado. Mas isso deixa uma lacuna tão grande de incompetência. E agora, faria melhor? Deixavas de sentir medo de mim? Seria capaz de retirar do meu próprio instinto os constantes actos de rectificação de acções, a frieza de certos actos que cometi? Seria eu capaz de te deixar respirar essa felicidade que eu tanto amo e ver-te simplesmente pela criança que és e não o adulto em que te tornarás? Mas todas estas questões têm um princípio básico: o de que eu teria impacto no teu ser. Talvez tenha sido melhor sair da tua vida, embora a forma como o tenha feito poderá não ter sido a ideal. Mas é a única que sei fazer. Depois de ver num espelho a imagem que nunca quis ver, percebo que será essa que percorrerá o meu caminho. E devo-te agradecer teres-me mostrado. Não por ter gostado dessa imagem, mas porque ao menos vejo alguma coisa.
Mais que pedir desculpa, gostaria que me perdoasses e, dando conta do meu egoísmo contínuo, que sentisses que te amei, mesmo que esse amor tenha sido demonstrado de uma forma completamente deturpada.
Gosto do teu nome Ariana, mas prefiro o verdadeiro.
15/10/2011
12/10/2011
IVI
Agora que percebo como tudo aconteceu, desespero por um lapso de compreensão. Porque tu, Margarida, foste o mais belo monstro alguma vez criado. Porque tu, de forma inegável, representas o caos. O lógico e racional mundo caótico a que chamamos vida.
Tinha regressado ao estado minimalista da vida. A perfeita harmonia entre o existir e o não ser.
Que curiosidade te avassalou para desejares conhecer-me? E à medida que falávamos, dialogávamos, que percorria os teus pensamentos, desejava perder-me neles. Porque eram simples e pacíficos. Porque eram perfeitos na sua imperfeição. Porque esses pensamentos tinham um traço de ingenuidade que se permitiam em si ser sentimentos. E à medida que o tempo permitia mais te desejava. Mas, na minha insofreável essência não me era permitido actuar, mas sentia um mínimo de satisfação com a imaginação.
Mas tu não. E isso és tu, em toda a tua plenitude. E agiste em conformidade com o teu ser.
E tudo fora como início da escrita, reapredizagem da linguagem, da locomoção, de tudo o que se apreende. Mas de outra forma. Tudo o que vislumbrava era, de uma forma encantadora, novo e curioso. O tempo passava por brechas que não reconhecia. Um admirável mundo novo.
Mas foi o início da ruína. Enquanto percorria esse admirável mundo, seguindo os teus passos, senti-me cada vez mais pequeno, dada a imponência dos vivos que o habitam. Foi aí que tive consciência da verdadeira distância que nos separava. Senti ser impossível ser habitante desse mundo. Comecei então a fazer o que sempre me habituei. Com uma calma doentia iniciei o encerramento da parte sentimental que cria, mantém e desfaz as relações. Incessantemente questionavas o meu estado e eu permanecia calado, desprovido de voz. Como é possível dizer a alguém que se ama que vai ser incapaz de a fazer feliz? Que não se é mais do que um falhanço que a espaços se concede a honra de ser um mero erro? Para isso seria necessário coragem, coisa que um covarde é desprovido.
Tinha regressado ao estado minimalista da vida. A perfeita harmonia entre o existir e o não ser.
Que curiosidade te avassalou para desejares conhecer-me? E à medida que falávamos, dialogávamos, que percorria os teus pensamentos, desejava perder-me neles. Porque eram simples e pacíficos. Porque eram perfeitos na sua imperfeição. Porque esses pensamentos tinham um traço de ingenuidade que se permitiam em si ser sentimentos. E à medida que o tempo permitia mais te desejava. Mas, na minha insofreável essência não me era permitido actuar, mas sentia um mínimo de satisfação com a imaginação.
Mas tu não. E isso és tu, em toda a tua plenitude. E agiste em conformidade com o teu ser.
E tudo fora como início da escrita, reapredizagem da linguagem, da locomoção, de tudo o que se apreende. Mas de outra forma. Tudo o que vislumbrava era, de uma forma encantadora, novo e curioso. O tempo passava por brechas que não reconhecia. Um admirável mundo novo.
Mas foi o início da ruína. Enquanto percorria esse admirável mundo, seguindo os teus passos, senti-me cada vez mais pequeno, dada a imponência dos vivos que o habitam. Foi aí que tive consciência da verdadeira distância que nos separava. Senti ser impossível ser habitante desse mundo. Comecei então a fazer o que sempre me habituei. Com uma calma doentia iniciei o encerramento da parte sentimental que cria, mantém e desfaz as relações. Incessantemente questionavas o meu estado e eu permanecia calado, desprovido de voz. Como é possível dizer a alguém que se ama que vai ser incapaz de a fazer feliz? Que não se é mais do que um falhanço que a espaços se concede a honra de ser um mero erro? Para isso seria necessário coragem, coisa que um covarde é desprovido.
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